A palavra resvala dura
na carne de meu afeto.
(se dói e à noite não durmo,
ao menos fico límpida e delicada)
Nas distâncias que rebrilham sutilezas
Ouço seus olhos:
fina pétala magoada.
Sua voz a si mesma devora
famélica e desesperada.
E correntezas de brilho triste
cortam minha face desconsolada.
Findo nosso enlevo,
desperta o mundo:
E pela janela reluz o dia
tenso de borboletas.
e sinto,
nas narinas,
o hálito bruto da primavera.
Poema produzido na minha aula de criação literária, a pedido-desafio de meus criativos. Oficina: os objetos. Título original: Pelo telefone.
terça-feira, 7 de setembro de 2010
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2 comentários:
Femininíssimo!
É ralmente preciso da caderneta de poupança das palavras que a senhora me prometeu...rsrsr
As oficinas estão otimas... Espero alcançar um progresso a altura.
Muito lindas as suas poesias!!
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