quinta-feira, 16 de junho de 2011

Sina

Todo mês eu sangro.
Diversa de mim,
atravesso águas brutas,
oceanos que me povoam bravios.
Expulso o que em mim excede
e do que sobra,
algo se move lívido
pulsando nas sendas de meu ventre.

Quando sangro,
o animal onde moro troca de pele
por dentro,
expurgando entranhas.

Todo mês eu sangro.
Todo mês eu singro este mar,
em que me banho.

2 comentários:

David Alves Gomes disse...

Gostei muito profª Lívia, parabéns! Se puder dá uma passada no meu blog: http://vidaedialetica.blogspot.com/ Abraços.

aeronauta disse...

Parabéns, menina de Oxum! Estou muito feliz com a vitória de sua poesia! Bjos